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Confiança do empresário cai pelo 3º mês, e comércio é o setor mais pessimista

Índice da FGV recuou para 89,3 pontos em setembro, com queda em 37 de 49 segmentos. A avaliação do momento atual é a pior desde fevereiro de 2022.

Por Redação F5 ao vivo
Rua 25 de Março, em São Paulo, lotada de pessoas entre lojas
Movimento na Rua 25 de Março, polo de comércio popular em São Paulo (foto de arquivo, 2006) Foto: Charlesblack/Wikimedia Commons (domínio público)

O empresário brasileiro está mais cauteloso. O Índice de Confiança Empresarial (ICE), medido pelo FGV Ibre, caiu 1,2 ponto em setembro e chegou a 89,3 pontos, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (1º). Pela média de três meses, é a terceira queda seguida.

Abaixo de 100 pontos, o índice mostra que há mais empresários pessimistas do que otimistas.

Hoje e amanhã piores

As duas partes do índice recuaram. A avaliação da situação atual caiu 1,1 ponto, para 90,8, o nível mais baixo desde fevereiro de 2022. As expectativas para os próximos meses perderam 1,2 ponto, para 87,9, e caíram em cinco dos últimos sete meses.

“Os resultados indicam avanço, entre os setores, das expectativas de continuidade da tendência de desaceleração da atividade”

Aloisio Campelo Jr., pesquisador do FGV Ibre

Setor por setor

  • Comércio: queda de 2,9 pontos, para 81,3. É o setor mais pessimista do levantamento.
  • Indústria: queda de 2,4 pontos, para 91,3. Caiu em 16 das 19 atividades.
  • Construção: queda de 1,4 ponto, para 90,5. Caiu em 9 das 11 atividades.
  • Serviços: queda de 0,9 ponto, para 88,1. Caiu em 9 das 13 atividades.

No total, a confiança recuou em 37 dos 49 segmentos pesquisados.

O dado saiu no mesmo dia em que o índice de gerentes de compras da indústria (PMI) apontou contração mais forte em setembro, de 46,3 para 44,8 pontos, e em que o dólar subiu 1,16%, para R$ 5,23.

Análise F5 ao vivo

Confiança em queda costuma vir antes do corte de gasto. Quando o dono da empresa fica pessimista, a primeira coisa que ele segura é contratação, estoque e verba de marketing. Isso cria um efeito em cadeia: quem vende para empresa também sente.

Para quem tem comércio, o número pede atenção ao caixa e ao custo de cada venda. Momento de cautela não é momento de sumir. Com menos concorrentes anunciando, o clique costuma ficar mais barato, e quem mantém presença com campanha bem medida pega o cliente que os outros deixaram de disputar.

O caminho é cortar o que não dá retorno, e não cortar tudo. Revise as campanhas pelo custo por venda, reforce o que já converte e guarde munição para o fim de ano, que segue sendo a maior janela do varejo.

Fontes: CNN Brasil, O Povo, InfoMoney (PMI e dólar). Texto escrito pela redação com as próprias palavras, a partir das fontes citadas.

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