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David Ellison batiza de Skydance a gigante que junta Paramount e Warner Bros.

Negócio de cerca de US$ 110 bilhões deve fechar na terça-feira (6). Nome novo fica só na empresa; Paramount, Warner, HBO Max e CNN seguem como marcas próprias.

Por Redação F5 ao vivo
Caixa d'água da Warner Bros. em Burbank, na Califórnia
Caixa d'água da Warner Bros. em Burbank, na Califórnia Foto: Steven Lek (CC BY-SA 4.0)

A empresa que vai nascer da fusão entre Paramount e Warner Bros. Discovery se chamará Skydance. O anúncio foi feito na sexta-feira (2) pelo presidente-executivo da Paramount, David Ellison, a poucos dias do fechamento do negócio, previsto para terça-feira (6).

A operação é avaliada em cerca de US$ 110 bilhões, perto de R$ 594 bilhões. O nome vem da Skydance Media, produtora que Ellison fundou em 2006 e que se uniu à Paramount em 2025.

Nome na empresa, marcas na vitrine

Ellison explicou que a Skydance será a identidade da companhia, a que controla os grupos. Paramount e Warner Bros. continuam existindo como marcas, assim como os serviços e canais que o público conhece.

Ao unir Paramount e Warner Bros., queríamos preservar o que tornou cada um desses estúdios icônico

David Ellison, presidente-executivo da Paramount

Ficam debaixo do mesmo teto, entre outros:

  • os streamings Paramount+ e HBO Max;
  • os canais CBS, CNN, MTV, Nickelodeon, TBS e Comedy Central;
  • os estúdios Paramount e Warner Bros.

Bolsa nova e comando dividido

Com o fechamento, as ações deixam a Nasdaq e passam para a Bolsa de Nova York com o código SKYD, a partir de terça-feira (6). Ellison cuidará da estratégia e da direção criativa. Ynon Kreiz, que comandou a Mattel, assume como copresidente-executivo, responsável pelas operações e pela integração das duas empresas.

Antes do anúncio, um acordo encerrou a ação de 12 estados americanos que tentava barrar a fusão por risco à concorrência.

Análise F5 ao vivo

A escolha de Ellison segue uma lógica que serve para qualquer empresa que compra outra: o nome da holding pode mudar, mas a marca que o cliente conhece não se mexe. Ninguém assina HBO Max por causa do nome do dono. Trocar a marca da vitrine joga fora anos de lembrança e de busca no Google.

Para quem tem negócio local, a lição vale para a compra de um concorrente, a abertura de uma segunda unidade ou a criação de um grupo. Separe a marca da empresa da marca do produto. A razão social pode ser uma só; o nome que está na fachada, no Instagram e no anúncio é patrimônio e deve continuar onde o cliente já procura.

Também fica o lembrete de que concentração chama atenção. A fusão só andou depois de um acordo com 12 estados americanos. Por aqui, compra de concorrente acima de certo porte também passa pelo Cade antes de valer.

Fontes: g1, CNBC, Axios. Texto escrito pela redação com as próprias palavras, a partir das fontes citadas.

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