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Petrobras acha mais petróleo no poço Morpho, na costa do Amapá

Nova camada com petróleo apareceu numa perfuração mais funda do mesmo poço onde a estatal já tinha achado óleo em agosto. Volume e viabilidade ainda serão medidos.

Por Redação F5 ao vivo
Plataforma P-51 da Petrobras, em foto de arquivo
Plataforma P-51 da Petrobras, em foto de arquivo Foto: Divulgação Petrobras/Agência Brasil (CC BY 3.0 br)

A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (2) uma nova descoberta de petróleo no poço Morpho, no bloco FZA-M-59, na costa do Amapá. A área fica na Bacia da Foz do Amazonas, parte da chamada Margem Equatorial.

O poço está em águas ultraprofundas, com cerca de 2.886 metros de lâmina d'água, a uns 175 quilômetros do litoral de Oiapoque (AP).

O que foi encontrado

A estatal já tinha achado petróleo no Morpho em agosto. Agora, ao avançar a perfuração para uma camada mais profunda, os técnicos identificaram um novo intervalo com petróleo.

Segundo a empresa, a confirmação veio de perfis elétricos, indícios nas rochas e amostras de fluido coletadas durante a perfuração. As análises do achado de agosto já tinham mostrado óleo de boa qualidade.

O que falta

Achar petróleo não garante que ele será produzido. A Petrobras ainda vai analisar as amostras em laboratório, terminar o poço e cruzar os dados para estimar o tamanho da reserva e se a exploração comercial compensa.

A licença do Ibama, dada em outubro de 2025, cobre apenas o Morpho. A estatal pediu autorização para outros poços na região, e esses pedidos ainda estão em análise no órgão ambiental.

Por que importa

A produção do pré-sal deve chegar ao pico entre 2034 e 2035 e começar a cair depois disso. A Margem Equatorial é a principal aposta da Petrobras para repor essa produção nas próximas décadas.

A exploração na região é alvo de críticas de ambientalistas, que apontam risco para recifes, manguezais e a pesca artesanal.

Análise F5 ao vivo

O Brasil levou anos discutindo se podia ou não furar um único poço na Foz do Amazonas, enquanto a Guiana, ali do lado, virou potência do petróleo explorando a mesma faixa de mar. Agora o primeiro poço liberado já mostrou petróleo duas vezes.

O próximo passo depende menos da geologia e mais da caneta do Ibama. Se cada novo poço levar anos de análise, a riqueza continua no fundo do mar e o emprego, o royalty e o imposto continuam do outro lado da fronteira. Licença tem que ser rigorosa, mas também tem que ter prazo.

Fontes: g1, Poder360. Texto escrito pela redação com as próprias palavras, a partir das fontes citadas.

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