Bolsa sobe 2,63% e fecha acima de 192 mil pontos no último pregão antes da eleição
Ibovespa teve o maior nível desde abril e o dólar terminou a sexta em R$ 5,21. Emprego fraco nos EUA ajudou, e o mercado chega ao 1º turno com o caixa das empresas ainda sob juro alto.

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou a sexta-feira (2) em alta de 2,63%, aos 192.114 pontos. Foi o último pregão antes do primeiro turno, marcado para este domingo (4).
É o maior nível de fechamento desde 22 de abril e a maior alta em um só dia desde 10 de julho, segundo o InfoMoney. Na semana, o índice ganhou 4,71%. No ano, acumula 19,23%.
O dólar comercial caiu 0,08% e fechou a R$ 5,2158.
O que puxou a alta
O principal motivo veio de fora. Os Estados Unidos criaram 29 mil vagas de emprego em setembro, bem abaixo das 90 mil esperadas, e o desemprego foi a 4,2%. O dado reforçou a aposta de que o Fed, o banco central americano, não vai subir os juros de lá.
Wall Street também fechou no azul: Dow Jones subiu 0,51%, S&P 500 avançou 0,76% e Nasdaq ganhou 1,19%.
Aqui, as ações de maior peso lideraram. Petrobras subiu 2,81% depois da nova descoberta de petróleo na costa do Amapá, Vale ganhou 2,56% e os bancos também avançaram, com Bradesco em alta de 3,34% e Banco do Brasil de 3,04%.
Eleição no radar
O pregão teve vai e vem ao longo do dia, com investidores reagindo às pesquisas da reta final. Mesmo assim, o índice terminou perto da máxima do dia.
O petróleo fechou em leve queda, com o Brent a US$ 102,25 o barril, depois de notícias de que a Europa pode liberar estoques de diesel e petróleo.
Análise F5 ao vivo
Bolsa em alta não chega direto ao caixa de quem tem empresa. O que chega é o dólar e o juro. Com o dólar estável na casa de R$ 5,21, quem importa insumo, embalagem ou mercadoria ganha alguns dias de previsibilidade para fechar compra antes de a eleição mexer no câmbio.
O juro é a parte que não aliviou. A Selic segue alta e o g1 lembra que juro alto nos EUA aumenta a pressão para ela ficar onde está por mais tempo. Para a pequena empresa, isso quer dizer capital de giro caro até o fim do ano. A semana que vem deve trazer mais oscilação no câmbio, então vale olhar o fluxo de caixa de outubro e novembro agora e evitar dívida nova de curto prazo enquanto o cenário não assenta.
Fontes: g1, InfoMoney. Texto escrito pela redação com as próprias palavras, a partir das fontes citadas.






