Inflação de SP sobe 0,51% em setembro, puxada por moradia e comida, diz Fipe
O IPC-Fipe passou do teto das projeções do mercado. Habitação subiu 0,98% e alimentação voltou ao azul, depois de um agosto praticamente parado.

Os preços na cidade de São Paulo voltaram a subir com força em setembro. O Índice de Preços ao Consumidor da Fipe (IPC-Fipe) avançou 0,51% no mês, depois de ficar quase estável em agosto, com alta de 0,01%. O dado foi divulgado nesta sexta-feira (2).
O número veio acima de tudo o que o mercado esperava. As projeções de instituições financeiras ouvidas pelo Projeções Broadcast iam de 0,40% a 0,46%, com mediana de 0,42%.
O que subiu
Quatro dos sete grupos do índice aceleraram no mês:
- Habitação: de queda de 0,38% em agosto para alta de 0,98%.
- Alimentação: de queda de 0,18% para alta de 0,44%.
- Transportes: de queda de 0,43% para alta de 0,30%.
- Educação: de queda de 0,06% para alta de 0,01%.
Três grupos perderam fôlego: despesas pessoais (de 1,34% para 0,30%), saúde (de 0,24% para 0,19%) e vestuário (de 0,32% para 0,02%).
No ano e em 12 meses
De janeiro a setembro, o IPC-Fipe acumula alta de 2,61%. Em 12 meses, a taxa caiu de 3,57% para 3,42%, mas ficou acima da mediana esperada, de 3,32%.
Análise F5 ao vivo
O detalhe que pesa para quem tem empresa é a habitação, que reúne aluguel, condomínio, energia e contas da casa. Quando esse grupo sobe quase 1% num mês, sobe junto o custo do ponto comercial e sobra menos dinheiro no bolso do cliente para gastar no seu negócio.
Comida mais cara no mercado também aperta o orçamento da família. É justamente o consumidor que compra roupa, serviço e presente que precisa escolher onde cortar. Vestuário quase parado em setembro (0,02%) mostra que o lojista não conseguiu repassar preço.
O caminho é olhar margem item por item antes de reajustar a tabela. Reforce a comunicação do que entrega mais valor, use promoção com prazo curto e meça o custo por venda das campanhas. Em mês de preço subindo, quem explica bem por que vale a pena comprar vende mais do que quem só baixa preço.
Fontes: Money Times, Canal Rural, O Povo. Texto escrito pela redação com as próprias palavras, a partir das fontes citadas.






