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Inflação de SP sobe 0,51% em setembro, puxada por moradia e comida, diz Fipe

O IPC-Fipe passou do teto das projeções do mercado. Habitação subiu 0,98% e alimentação voltou ao azul, depois de um agosto praticamente parado.

Por Redação F5 ao vivo
Fiscal anota preços diante de prateleiras de papel higiênico em supermercado
Fiscal confere preços em supermercado de Itapevi, na Grande São Paulo (foto de arquivo, 2020) Foto: Willian Leite/Prefeitura de Itapevi (CC BY 2.0)

Os preços na cidade de São Paulo voltaram a subir com força em setembro. O Índice de Preços ao Consumidor da Fipe (IPC-Fipe) avançou 0,51% no mês, depois de ficar quase estável em agosto, com alta de 0,01%. O dado foi divulgado nesta sexta-feira (2).

O número veio acima de tudo o que o mercado esperava. As projeções de instituições financeiras ouvidas pelo Projeções Broadcast iam de 0,40% a 0,46%, com mediana de 0,42%.

O que subiu

Quatro dos sete grupos do índice aceleraram no mês:

  • Habitação: de queda de 0,38% em agosto para alta de 0,98%.
  • Alimentação: de queda de 0,18% para alta de 0,44%.
  • Transportes: de queda de 0,43% para alta de 0,30%.
  • Educação: de queda de 0,06% para alta de 0,01%.

Três grupos perderam fôlego: despesas pessoais (de 1,34% para 0,30%), saúde (de 0,24% para 0,19%) e vestuário (de 0,32% para 0,02%).

No ano e em 12 meses

De janeiro a setembro, o IPC-Fipe acumula alta de 2,61%. Em 12 meses, a taxa caiu de 3,57% para 3,42%, mas ficou acima da mediana esperada, de 3,32%.

Análise F5 ao vivo

O detalhe que pesa para quem tem empresa é a habitação, que reúne aluguel, condomínio, energia e contas da casa. Quando esse grupo sobe quase 1% num mês, sobe junto o custo do ponto comercial e sobra menos dinheiro no bolso do cliente para gastar no seu negócio.

Comida mais cara no mercado também aperta o orçamento da família. É justamente o consumidor que compra roupa, serviço e presente que precisa escolher onde cortar. Vestuário quase parado em setembro (0,02%) mostra que o lojista não conseguiu repassar preço.

O caminho é olhar margem item por item antes de reajustar a tabela. Reforce a comunicação do que entrega mais valor, use promoção com prazo curto e meça o custo por venda das campanhas. Em mês de preço subindo, quem explica bem por que vale a pena comprar vende mais do que quem só baixa preço.

Fontes: Money Times, Canal Rural, O Povo. Texto escrito pela redação com as próprias palavras, a partir das fontes citadas.

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