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Ao vivo Prédio que desabou no Brás funcionava sem alvará e sem vistoria dos bombeiros, confirma Prefeitura
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Prédio que desabou no Brás funcionava sem alvará e sem vistoria dos bombeiros, confirma Prefeitura

Loja de tecidos de quatro andares na Rua Maria Joaquina caiu com 35 pessoas dentro. Prefeitura diz que nunca recebeu denúncia sobre o imóvel, e a sobrecarga de mercadoria é a principal suspeita.

Por Redação F5 ao vivo
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Imagem ilustrativa.

O prédio de quatro andares que desabou na noite de sexta-feira (6) na Rua Maria Joaquina, 192, no Brás, centro de São Paulo, não tinha alvará de funcionamento vigente. A informação foi confirmada pela Secretaria Municipal das Subprefeituras neste sábado (7).

O imóvel também não tinha o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), o documento que atesta que um prédio cumpre as regras de segurança contra incêndio e pânico. No local funcionava uma loja de tecidos.

O que aconteceu

A estrutura cedeu por volta das 18h30, quando trabalhadores descarregavam mercadoria no prédio. Havia 35 pessoas lá dentro, segundo o Corpo de Bombeiros. Oito saíram sozinhas e as outras foram retiradas pelas equipes de resgate.

Quatro feridos foram levados para a UPA da Mooca, na Zona Leste, dois deles pelo Samu. Os ferimentos relatados são leves. Mais de 50 equipes dos bombeiros trabalharam no resgate, e a busca foi suspensa durante a noite por risco de novo colapso. Ela foi retomada na manhã deste sábado para descartar a hipótese de alguém sob os escombros.

A suspeita: peso demais

Funcionários da loja e o prefeito Ricardo Nunes (MDB) levantaram a hipótese de que o excesso de material estocado nos andares provocou a queda. A Polícia Civil, segundo o SBT News, disse que a estrutura não aguentou o peso dos contêineres. O Corpo de Bombeiros evitou apontar causa, e a conclusão depende da perícia.

O dono do imóvel ainda não tinha sido identificado até a manhã deste sábado.

A Prefeitura diz que não sabia

Na nota, a Secretaria das Subprefeituras afirma que não havia nenhuma denúncia nos canais da Prefeitura sobre a segurança do edifício ou sobre comércio ilegal no endereço. A Defesa Civil mandou 10 agentes e três viaturas para vistoriar o prédio e o entorno depois que os bombeiros terminarem o trabalho.

O que muda para quem passa pelo Brás

A CET mantém bloqueada a Rua Maria Joaquina entre a Rua Mendes Júnior e a Rua Joli. Na noite de sexta, também foram fechados os cruzamentos da Rua Xavantes com a Mendes Júnior e da Rua Oriente com a Xavantes. Quem vai às compras na região neste fim de semana deve contar com desvios e evitar o quarteirão.

Análise F5 ao vivo

O Brás é um dos maiores polos de roupa e tecido do país, com prédios antigos usados como loja embaixo e depósito em cima. Um imóvel de quatro andares funcionar sem alvará e sem AVCB, cheio de gente e de mercadoria, não é detalhe de papelada: são exatamente os dois documentos que existem para impedir que isso aconteça.

A Prefeitura se apoia no fato de que ninguém denunciou. Só que fiscalizar não pode depender de denúncia. Em uma região com esse movimento, a vistoria tem que chegar antes do vizinho ligar. Faz menos de dois meses que o prédio em obra na Penha desabou e matou seis pessoas, e a pergunta é a mesma: quantos outros imóveis da capital estão de pé hoje sem licença e sem ninguém olhando.

Ninguém morreu desta vez, e isso foi sorte. A perícia precisa dizer o que derrubou o prédio, e a Prefeitura precisa dizer quantos imóveis do Brás estão na mesma situação.

Fontes: Metrópoles, SBT News, Revista Oeste. Texto escrito pela redação com as próprias palavras, a partir das fontes citadas.

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